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	<title>Rui Gouveia</title>
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	<description>Linux: Aprenda uma vez. Livre para sempre!</description>
	<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 21:35:23 +0000</pubDate>
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		<title>Nokia N900</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 21:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Gouveia</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eu estive quase 9 anos à espera que saísse para o mercado um dispositivo, que reunisse num só as minhas necessidades actuais: Agenda, Calendário, Contactos, Internet, Telefone, e claro, se me permitisse resolver emergência por SSH a partir do metro, tanto melhor. O único requisito que tinha de respeitar era ser baseado em Linux. Nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estive quase 9 anos à espera que saísse para o mercado um dispositivo, que reunisse num só as minhas necessidades actuais: Agenda, Calendário, Contactos, Internet, Telefone, e claro, se me permitisse resolver emergência por SSH a partir do metro, tanto melhor. O único requisito que tinha de respeitar era ser baseado em Linux. Nem pensar em ter um Windows Mobile no meu bolso. Isso faz mal a um homem&#8230;</p>
<p>E agora que a espera está a terminar, vejo-me a braços com a decisão de ter de escolher entre vários modelos e vários sistemas operativos&#8230; TODOS BASEADOS EM LINUX!!! Não há fome que não traga fartura&#8230;</p>
<p>Até agora, estava ansioso pelo <a href="http://www.palm.com/us/products/phones/pre/index.html" target="_blank">Palm Pre</a> com o seu Web OS. Sendo um cliente Palm seria uma transição óbvia. Além disso foi um sucesso nos &#8220;states&#8221;. Mas eis que surgem os sistemas operativos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Android_%28operating_system%29" target="_blank">Android</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Moblin" target="_blank">Moblin</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maemo" target="_blank">Maemo</a>&#8230; estou a ficar indeciso&#8230;</p>
<p>Para piorar as coisas, este Sábado, dia 14 de Novembro de 2009, tive a oportunidade de experimentar ao vivo o novo <a href="http://www.mynokshop.com/lojaonline/nokia-n900-p-11462.html?option=espec" target="_blank">Nokia N900</a> com Maemo 5. Como ainda não está à venda ao público, foi uma experiência excitante. Obrigado Mónica <img src='http://blogs.globaltek.pt/rui.gouveia/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Bom. Não tenho palavras. É sem dúvida a prenda que gostava que o Pai Natal colocasse na minha meia&#8230; apesar de ser um modelo de testes, sem cartão de telefone e sem ligação à Internet custou-me abandonar o pequeno na loja oficial da Nokia no Norte Shopping (Pronto! Promessas publicitárias pagas&#8230;;)). Espectacular!!!</p>
<p>É difícil explicar com palavras o fantástico que é este dispositivo. Talvez com alguns vídeos&#8230;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/WxiOKKF721U&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/WxiOKKF721U&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gHUwvaTmXWQ&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/gHUwvaTmXWQ&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/4Az8VE1NtY8&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/4Az8VE1NtY8&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>É pena o preço. 600€ é muito dinheiro, mesmo para um brinquedo fantástico como este&#8230; talvez espere alguns meses. Pode ser que algum operador lhe pegue e baixe o preço com um contrato de permanência. Ou talvez saia entretanto o N910 e este modelo baixe de preço&#8230;</p>
<p>Uma coisa é certa. Se o preço não fosse um impedimento, e tivesse de escolher HOJE, este seria o Linux que iria andar no meu bolso.</p>
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		<title>Vou comprar o meu próximo computador com Windows!</title>
		<link>http://blogs.globaltek.pt/rui.gouveia/2009/10/17/vou-comprar-o-meu-proximo-computador-com-windows/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 18:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Gouveia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[outros assuntos]]></category>

		<category><![CDATA[Linux]]></category>

		<category><![CDATA[monopólio]]></category>

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		<description><![CDATA[É verdade! Não leram mal, nem é brincadeira.
Talvez este artigo esclareça a minha atitude.

http://www.linuxmint.com/blog/?p=1073
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			<content:encoded><![CDATA[<pre>É verdade! Não leram mal, nem é brincadeira.
Talvez este artigo esclareça a minha atitude.

<a class="moz-txt-link-freetext" href="http://www.linuxmint.com/blog/?p=1073">http://www.linuxmint.com/blog/?p=1073</a></pre>
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		<title>Fedora 11: Está quase :)</title>
		<link>http://blogs.globaltek.pt/rui.gouveia/2009/06/09/fedora-11-esta-quase/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 09:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Gouveia</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Fedora]]></category>

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		<title>Resposta a artigo</title>
		<link>http://blogs.globaltek.pt/rui.gouveia/2009/05/21/resposta-a-artigo/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 21:12:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Gouveia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[outros assuntos]]></category>

		<category><![CDATA[liberdade]]></category>

		<category><![CDATA[Linux]]></category>

		<category><![CDATA[software livre]]></category>

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		<description><![CDATA[Chamaram-me à atenção para o seguinte artigo. O autor não se apresenta, não diz o que faz e o artigo não permite comentários. O artigo é tão extenso e cobre tantos temas que não acho que seja apenas um artigo, é quase uma tese.
Eu não vou transcrever aqui o artigo na integra. Para perceberem a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chamaram-me à atenção para o <a href="http://criticanarede.com/ed_123.html" target="_blank">seguinte artigo</a>. O autor não se apresenta, não diz o que faz e o artigo não permite comentários. O artigo é tão extenso e cobre tantos temas que não acho que seja apenas um artigo, é quase uma tese.</p>
<p>Eu não vou transcrever aqui o artigo na integra. Para perceberem a minha resposta aconselho a leitura do artigo original no apontador acima.</p>
<p>Estou a escrever esta resposta, a qual dei conhecimento ao autor, pelo seguinte motivo: O Software Livre é um dos temas do artigo e é utilizado como o exemplo de algo muito negativo. Claramente, o autor percebe muito de arte, não fosse o email do <a href="http://www.ifac.ufop.br/" target="_blank">Instituto de Filosofia, Artes e Cultura</a>, e inclui muitos temas que dá ideia de entender, como história e politica, mas inclui referências ao <a href="http://www.fsf.org/resources/what-is-fs" target="_blank">Software Livre</a> que, claramente, não entende.</p>
<p>Os argumentos são apresentados de forma muito inteligente e seguindo uma linha de raciocínio que levará qualquer leitor a concordar com o autor. Mas o artigo baseia-se na premissa de que toda a Humanidade é má e que o mundo só seria um paraíso se todos fossemos bons. Eu não concordo com isto. O mundo é cinzento! Existem, infelizmente, muitas pessoas más, mas, felizmente, existem ainda, muitas pessoas boas. Além disso, o autor generaliza muito e toma exemplos particulares como prova do todo.</p>
<p>E tenho de concluir, pelas ideias apresentadas, que o autor critica o Software Livre porque, simplesmente, não o entende! Defende a liberdade incondicional dos jornalistas, poetas, filósofos e pintores, mas não dos programadores de Software Livre. É contraditório!</p>
<p>Em seguida vou tentar dar resposta às partes que lançam uma nuvem cinzenta sobre o Software Livre injustamente. Digo tentar porque quando uma pessoa já tem as suas ideia pré-concebidas pouco adianta argumentar. A outra parte simplesmente não ouve.</p>
<blockquote><p>&#8220;desacompanhados de qualquer vestígio de tino económico.&#8221;</p></blockquote>
<p>Esta frase diz tudo. É completamente incorrecta! O autor não entende o movimento de Software Livre nem o modelo de desenvolvimento em código aberto. Somos todos uns tolinhos que andamos para aqui a mendigar para podermos criar programas que disponibilizamos gratuitamente a quem quiser. E isto dito por alguém que defende tanto a liberdade criativa nas artes. É triste! Desenvolver código também é uma arte.</p>
<p>O autor está claramente, e apenas, familiarizado com o modelo proprietário. Uma empresa cria um programa, o código é segredo e vende milhares de cópias para financiar a sua actividade. E nada refere sobre as desvantagens deste modelo (Procurem no Google). Afinal, o que interessa são as vantagens, a liberdade dos utilizadores é secundária, certo?</p>
<p>O modelo de desenvolvimento aberto não esconde o código, e tem formas de ganhar dinheiro, nomeadamente: suporte e formação, tal como o software proprietário. Uma importante diferença entre os dois é que o Software Livre não impõem restrições artificiais aos seus utilizadores, técnica mais conhecida como politica de licenciamento.</p>
<p>Eu queria elaborar mais sobre este aspecto, queria falar sobre o preço injusto cobrado pelo software, pelo mau suporte, pelos maus produtos, como a Microsoft foi fazendo dos seus presidentes bilionários, o que prova o preço exagerado dos seus produtos, queria falar do modelo económico mais justo do Software Livre, socialmente mais vantajoso para as economias locais, queria&#8230; mas corro o risco de escrever uma resposta tão longa como o artigo original.</p>
<blockquote><p>&#8220;gratuitos&#8221;?</p></blockquote>
<p>Não! Não se diz gratuitos! O Skype é gratuito. O Adobe Reader é gratuito. O Software Livre é LIVRE! Livre não é apenas uma palavra bonita. É um filosofia de vida, algo que não deveria ser estranho para o autor, se soubesse do que está a falar.</p>
<blockquote><p>&#8220;O Linux é um sistema operativo gratuito alternativo ao Windows. Mas então como se dá o extraordinário milagre económico de as pessoas preferirem comprar o Windows, em vez de usar um sistema operativo gratuito?&#8221;</p></blockquote>
<p>Vários motivos. Primeiro a natureza humana:</p>
<ol>
<li>Aversão à mudança - O ser humano não gosta de mudanças.</li>
<li>Medo do desconhecido - O ser humano desconfia, mesmo sem razão, daquilo que desconhece.</li>
<li>Preconceito - A maior parte das pessoas realmente acredita que se não custa dinheiro, então não presta.</li>
</ol>
<p>Além disso, neste momento, a maior parte dos utilizadores de computadores foi programada desde cedo a reconhecer o Windows como o sistema operativo &#8220;de facto&#8221;. A &#8220;lavagem cerebral&#8221; começou muito cedo, na escola primária em muitos casos, por isso, e pela natureza humana a mudança dificilmente acontecerá.</p>
<p>E não podemos esquecer que só desde 2005, mais ao menos, é que podemos realmente dizer que o Linux está pronto para a maior parte dos utilizadores. Portanto, o Windows leva um ligeiro avanço sobre os restantes. Contudo, e com o Linux gradualmente a entrar nas escolas Portuguesas (e Brasileiras), os alunos começam a ter contacto com vários sistemas operativos durante a sua educação e não têm &#8220;medo do desconhecido&#8221; quando se deparam com esta situação. A minha esperança está nas próximas gerações&#8230;</p>
<p>O sistema educativo terá um papel importante em contrariar este domínio da Microsoft. Afinal de contas, informática é diferente de Microsoft, apesar do que muitas pessoas pensam.</p>
<blockquote><p>&#8220;A resposta dos religiosos é que isso só acontece porque o Windows já vem instalado nos computadores que as pessoas compram. Isto é mentira porque em muitos países, como no Brasil, já se compram há bastante tempo computadores mais baratos, com o Linux instalado — e as pessoas levam-nos para casa, desinstalam rapidamente o Linux e instalam o Windows. Mas mesmo que fosse verdade que a razão de ser da falta de penetração do Linux fosse esse aspecto da distribuição, seria necessário compreender por que raio o Linux não está mais presente nos computadores que as pessoas compram nas lojas.&#8221;</p></blockquote>
<p>Quanto ao comportamento humano, é lamentável e já respondi a isso. Defendo o Linux não a prática de cópias não autorizadas. São coisas diferentes| Quanto aos aspectos comerciais, pode ser mentira no Brasil. Em Portugal continua a ser verdade! Só recentemente começaram a aparecer uns modelos de &#8220;netbooks&#8221; à venda nas lojas. Para desktops continua a ser necessário insistir com os vendedores que não se quer pagar a licença de um sistema que não se quer utilizar, e mesmo assim, apenas disponível nas marcas brancas ou nacionais. Para portáteis é quase impossível comprar um portátil sem Windows. Em Portugal só as marcas nacionais vendem sem Windows, ou seja, Tsunami e Insys, e quase sempre é preciso insistir. Isto quer dizer que os portáteis HP, (ainda) Dell, Asus, Sony Vaio, Toshiba, Acer, etc, etc, estão fora do alcance dos utilizadores de Linux, quanto mais expostos nas lojas.</p>
<p>Mas então porque RAIO não estão computadores com Linux nas lojas. Eu digo-lhe! A Microsoft faz descontos especiais às marcas que assinem um acordo que os impede de vender máquinas com outros sistemas operativos. Satisfeito?</p>
<p>Portanto, SIM! O facto dos computadores já chegarem às lojas com Windows e não haver opções é um factor limitante da penetração do Linux ou outro sistema qualquer. Os factores humanos e o desconhecimento vêm logo a seguir&#8230;</p>
<blockquote><p>&#8220;quase não há software para o Linux.&#8221;</p></blockquote>
<p>Mais uma frase que prova o quanto o autor desconhece o mundo do Software Livre. Existem milhares de aplicações e de projectos de Software Livre. Se são todos bons, isso é discutível, mas existem, e para os mais diversos fins que se possam imaginar. Basta procurar.</p>
<p>Existem todos os programas que existem para Windows? Não! Existem muitas áreas onde o programa equivalente para Linux não existe. O programa de contabilidade, o programa de engenharia civil, o programa X, Y, Z. Os jogos também são um problema, MAS!!! Para os 90% de utilizadores que acedem à Internet e precisam de um browser, que precisam de um programa para processar correio, que precisam de uma suite de Office, então não só existe, como em muitos casos existe mais do que uma opção, e em muitos aspectos são melhores opções que os homólogos que a Microsoft pretende impingir, respeitadores dos standards e menos sujeitos a vulnerabilidades.</p>
<blockquote><p>&#8220;E é aqui que está o busílis: não há mais software para Linux porque os religiosos do Linux têm a mentalidade aristocrática de que o software, como todo o produto do trabalho intelectual, deve ser gratuito.&#8221;</p></blockquote>
<p>Até pode ser, MAS! Não existe algum software para Linux porque quem produz software aposta, e com alguma razão para já, na plataforma dominante. Não porque os &#8220;maluquinhos&#8221; do Linux não pagam pelos programas, mas porque ainda não existem postos Linux em número suficiente para que valha a pena o investimento. (Claro que se fossem inteligentes criavam os programas em Java e tinham clientes para todas as plataformas.) Se um empresário pudesse optar pela plataforma de um programa pago, não iria para Linux porque? Não paga a licença do sistema operativo, sabe que não vai ter problemas com vírus, sabe que vai ter maior segurança e melhor performance! E deixa de pagar o programa? A Oracle recomenda Linux para sistema operativo da sua famosa base de dados e curiosamente a base de dados custa uma fortuna.</p>
<p><strong>Vou fazer uma pergunta: Conhecem os programas que só existem para Linux? E os que funcionam melhor em Linux? Pois&#8230;</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;E consequentemente, poucos engenheiros podem fazer software para o Linux, porque não poderiam viver disso. No meu trabalho, por exemplo, uso crucialmente vários programas de software que comprei e que não existiria se outras pessoas não os comprassem, porque nesse caso os engenheiros não os poderiam fazer.&#8221;</p></blockquote>
<p>Que programas serão esses? Será que começam com &#8220;MS &#8230;&#8221;. Mais uma vez a ignorância. Tomemos como exemplo o OpenOffice. A Sun iniciou o desenvolvimento deste produto com o nome StarOffice, proprietário e pago. Depois libertou-o em código aberto. Neste momento tem duplo licencimento. Pode comprá-lo com o nome StarOffice ou pode efectuar o download &#8220;gratuito&#8221; com o nome OpenOffice. A Sun paga os salários dos seus programadores (engenheiros pode ser ofensivo. Eu tirei o curso numa faculdade de Ciências), a Google paga o salário de 25 programadores e a IBM paga o salário a outros 25 programadores. Porque? Para reduzir o monopólio da Microsoft, claro! E isso é mau?</p>
<blockquote><p>&#8220;Há umas ideias vagas de o engenheiro andar a fazer de moço de recados, dando assistência técnica a quem usa os produtos que escreveu tão mal que tem de ser chamado de hora a hora por meio planeta fora para desencravar os seus clientes que queriam ao invés poder usar um bom software sem terem de depender dos solícitos engenheiros.&#8221;</p></blockquote>
<p>Mais ignorância. Esta frase é ofensiva! Dizer que o software desenvolvido pelo método de código aberto é mau ainda é mais ridículo do que dizer que os da Microsoft são bons (temos aí o Vista como excelente exemplo).</p>
<p><strong>Pergunto o seguinte: Que financiamento da Microsoft recebeu o Instituto de Filosofia, Artes e Cultura para que um seu representante se ponha a espalhar estas mentiras?</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Mas esta mentira serve os seus propósitos: ao passo que nenhum engenheiro mentalmente saudável estaria disposto a trabalhar para a Microsoft sem esta lhe pagar, a Mozilla Corporation conta com o trabalho voluntário de milhares de engenheiros papalvos.&#8221;</p></blockquote>
<p>A Mozilla Corporation paga aos seus funcionários, com o financiamento que recebe dos &#8220;mausões&#8221; da Google. A Redhat paga aos seus funcionários com o dinheiro que recebe dos seus clientes, a quem presta suporte &#8220;ao mau software&#8221; que lhes impinge. Com este dinheiro também financiam o Linux Fedora que, aceita a colaboração de voluntários que o fazem de livre vontade. É uma meritócracia. Difícil de entender para fãs da Microsoft, do sistema comercial e para quem deixou de acreditar que existem pessoas boas no mundo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Esta ilusão, contudo, mostra como o problema fundamental do financiamento se oculta facilmente: se as pessoas realmente prezassem o trabalho desses voluntários, estariam dispostas a pagar-lhes directamente, ainda que uns poucos euros por ano, para que pudessem fazer um trabalho melhor e genuinamente independente quer de tubarões quer de publicidade.&#8221;</p></blockquote>
<p>Está, novamente, a assumir que tudo tem de ser feito a troco de dinheiro. Mas desta vez não escreveu um disparate assim tão grande. Com produtos proprietários esta ideia é impossível. Estas empresas, intermediários no processo, não se querem ficar pelos &#8220;poucos euros por ano&#8221;. Mas com Software Livre é possível e faz-se. Existem aplicações criadas, disponibilizas e &#8220;vendidas&#8221; por poucos euros pelos próprios programadores. Por exemplo o <a href="http://www.pykota.com/" target="_blank">PyKota</a>, que custa 25€ APENAS para quem quer ter acesso apenas à versão mais recente.</p>
<blockquote><p>&#8220;Contudo, se não fosse a mentalidade aristocrática que estimula a hipocrisia das pessoas, que querem usufruir sem pagar do trabalho dos outros, isso seria hoje possível. Se o leitor for um engenheiro informático com uma ideia que funciona, poderia colocar uma primeira versão à venda, barata, no seu site. Com essas receitas, poderia desenvolver melhor o seu trabalho e vender uma segunda versão ao fim de um ano de trabalho compensador. E assim poderia viver directamente do seu trabalho, vendendo-o directamente a quem dele usufrui. O mesmo aconteceria com um grupo de jornalistas — facilmente poderiam manter-se a si próprios, independentes dos grandes financiadores e da publicidade, se o jornal fosse vendido pela Internet, a um preço ridiculamente baixo. Mas nada disto pode hoje acontecer porque o leitor teria de concorrer com produtos gratuitos análogos que são apoiados por grandes corporações, incluindo corporações que gerem a publicidade, como o Google. É pura e simplesmente impossível concorrer com o New York Times, porque é gratuito, ou com o Open Office, ou com o Linux.&#8221;</p></blockquote>
<p>É esse o problema da Microsoft! <img src='http://blogs.globaltek.pt/rui.gouveia/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> Sabem que a bola de neve não vai parar. O Linux pode não atrair facilmente os utilizadores actuais, mas está a ganhar utilizadores fiéis a cada ano que passa. E quando tiver massa crítica suficiente, não vai haver Microsoft que consiga parar este fenómeno. Nem mesmo o Google, que entretanto irá substituir a Microsoft no seu poleiro. E o Linux não pode ser comprado, fechado nem levado à falência. Nada mau para uma ideia que começou apenas para manter a liberdade dos utilizadores.</p>
<blockquote><p>&#8220;apesar de se aceitar tranquilamente coisas como o Firefox, que na verdade é uma forma evoluída de adware.&#8221;</p></blockquote>
<p>Isso é insultuoso, mas vou considerar como sendo uma piada. LOL!!!</p>
<blockquote><p>&#8220;Os livros são das poucas coisas da nossa vida que hoje em dia são honestas, no sentido em que são exclusivamente pagos por quem os lê, não têm publicidade e os editores pagam aos autores, permitindo-lhes viver da escrita.&#8221;</p></blockquote>
<p>Mas (ainda) podem ser partilhados. E lidos pelos nossos amigos e familiares sem mais pagamentos extra. A não ser claro, que os senhores do mundo decidam que os livros em papel passarão a ser ilegais. Apenas os formatos digitais serão autorizados. As restrições a estes formatos digitais controlados por DRM feitos por uma empresa eleita e, claro, o acesso aos &#8220;livros&#8221; controlados pelos implantes oculares do comprador. Implantes obrigatórios, claro! Cuidado com a defesa cega das empresas proprietárias.</p>
<blockquote><p>&#8220;É de crer que o novo mundo digital terá coisas boas e coisas más, mas os aristocratas do freeware querem fazer-nos crer que só terá coisas boas&#8221;.</p></blockquote>
<p>&#8220;freeware&#8221; é um termo da década 80, e que também significava &#8220;grátis&#8221;. Estamos a falar de Software Livre. Não confundir as coisas.</p>
<p>E os senhores da Microsoft, juntamente com os seus discípulos querem fazer-nos crer que SÓ ELES trarão coisas boas E tudo o resto é mau!</p>
<p>Já agora, o sítio web http://www.ifac.ufop.br/ está desenvolvido em PHP. É da Microsoft? É pago?</p>
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