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A compra de um novo portátil

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Para utilizar com Linux!

Para nós que utilizamos Linux, a aquisição de um novo portátil é sempre uma prova à nossa lealdade pela causa do Software Livre, ou Software aberto para os menos ideológicos. Basicamente, não queremos pagar licenças OEM de software proprietário. Como é costume na nossa comunidade, votar com a carteira! Ou como eu costumo dizer: dar o dinheiro às empresas que o merecem. Acho condenável ter de pagar licenças por software que não quero, não pedi e não utilizo!

Claro que este requisito limita a escolha possível. Quantas marcas conhecem, à venda em Portugal, que aceitam vender os seus portáteis sem Windows™. Mais importante ainda, descontando o valor da licença OEM, entre os  80 e os 135 Euros. Eu conheço os Tsunami e os Clasus, entre outros, claro que pode ser necessário insistir com o vendedor. Pela Internet temos a Dell, mas como o suporte é demorado vou deixá-los de fora.

O que quero saber é: Dizes que não a um Toshiba, HP, LG ou Asus para te manteres fiel aos teus princípios? Ou na altura de comprar ignoras o que defendes? Mesmo que não se utilize o sistema que vem com o portátil, pagaste por ele e a Microsoft lucrou com isso injustamente.

E isto apenas do ponto de vista ideológico, ou filosófico se preferirem.

Do ponto de vista financeiro, hoje em dia, acho que podemos mudar a forma como seleccionamos um novo portátil.

Até 2007, quando tínhamos que seleccionar um portátil, sabíamos que poucas alterações se poderiam fazer à posteriori. Por isso, tentávamos comprar o melhor portátil possível em termos de capacidades, geralmente com um substancial aumento de preço. Este factor não se alterou muito.

O que também não se alterou nada, até piorou, foi o tempo em que o portátil escolhido se mantinha actual. Um portátil de 1500-2000 Euros ao fim de 3 anos pouco valia, altura em que finalmente ficava pago, se a compra tivesse sido feita com um crédito, e normalmente era.

A partir de 2008, acho que as coisas podem ser diferentes. Hoje em dia, muitas são as ofertas de portáteis que rondam os 500 Euros. E todos eles a meter inveja ao meu portátil comprado em 2005. A minha ideia é a seguinte: Compro, a pronto de preferência, um portátil de 500 Euros. No ano a seguir, esse portátil com apenas 1 ano ainda tem valor comercial, vale pelo menos 250 Euros. Não deve ser difícil vende-lo. Vendo-o e compro outro novo de 500 Euros. Na prática estou a fazer um leasing de um portátil novo a cada ano por apenas 250 Euros.

Fazendo as contas, acho que não fica mais caro do que comprar um de 1500 Euros a cada 3 anos, poupei nos juros, mas mais importante ainda, não estive a sofrer com os últimos 12-18 meses de existência de um portátil com a lentidão do mesmo e a sofrer de inveja porque o do meu amigo era melhor que o meu. Além disso, nesta fasquia de preços é mais fácil comprar máquinas sem Windows™.

Claro que se pode sempre argumentar que por esse preço nunca tenho um topo de gama, mas sejamos honestos. São raras as pessoas que precisam do poder de computação que se vende hoje em dia. Se utilizo Linux, não preciso de 4Gb de memória, 2Gb chegam (e continuo a poder utilizar virtualização). Não preciso de 500Gb de disco. O meu portátil actual tem 120Gb e ainda tem espaço livre. A placa gráfica de certeza que chega pois não pretendo utilizar o Vista™. E não esquecer que, independentemente do topo de gama que se compre, daqui a 3 anos qualquer portátil de 500 Euros será melhor.

Já agora, não esquecer, que neste momento, os discos SDD começam a baixar os preços. Finalmente, ao fim destes anos todos, os computadores vão dizer adeus ao último componente que ainda tinha peças móveis. Por isso, qualquer topo de gama que se compre agora vai parecer uma má compra daqui a 6 meses.

O meu portátil tem mais de 3 anos de idade e não gasto mais de 500 Euros para o trocar, sem Windows™, claro! Se tiver de ser um Tsunami, que seja um Tsunami!

Update: Sabem quanto custa a vossa liberdade de escolha?

A Microsoft oferece um desconto adicional aos fabricantes/”assembladores” de computadores se estes assinarem um acordo onde se comprometem a não venderem máquinas  com outros sistemas operativos. Sabem o valor deste desconto? 1  Euro! Apenas 1 Euro. É este o valor da nossa liberdade!

Senhores fabricantes! Eu pago 5 Euros se não for obrigado a pagar Windows™!

Portátil Linux (e sem licença OEM da Microsoft)

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Este Natal decidi comprar um novo portátil para substituir o meu ASUS actual, que já soma quatro anos de idade. Como apenas utilizo o sistema operativo Linux, tive em consideração dois aspectos que considero importantes:

  1. A compatibilidade do hardware com o sistema operativo Linux. Comprar a última tecnologia disponível de algumas marcas pode dar maus resultados. Algumas marcas (Sony, Dell, Asus, …) simplesmente não se preocupam com mais nada que não seja o Windows. O meu ASUS actual teve de esperar um ano para ter o suporte gráfico totalmente suportado.
  2. A isenção do preço da licença OEM da Microsoft. Por uma questão de princípio. Se não utilizo este sistema não é justo que pague uma licença por ele.

Foi complicado! Encontrar uma empresa que vendesse portáteis sem sistema operativo (subtraindo, claro, o preço respectivo da licença OEM ao preço da máquina) foi muito complicado. Nas lojas disponíveis nos grandes centros comerciais, os funcionários que abordei nem sabiam o que era o Linux. Mais improvável ainda era venderem-me uma máquina nas condições que eu queria. Desisti. Comecei a procurar modelos em sites internacionais que vendem portáteis com o Linux pré-instalado. Através dos sites tuxmobil.org e linux.org descobri alguns interessantes. Os meus preferidos são:

www.emperorlinux.com
www.linuxcertified.com

Foi bom verificar que nestas empresas já impera o bom senso. O cliente apenas paga a licença OEM da Microsoft se quiser o portátil instalado em dual-boot (Linux+Windows). Estava mesmo a decidir-me por um destes modelos até que descobri, cá em Portugal, uma loja que começou a vender portáteis e computadores com o sistema operativo opcional. É verdade!!! Tive de me beliscar para ter a certeza que era verdade. Esta empresa é a PowerOn e está a vender uns portáteis muito engraçados da Tsunami que são montados inteiramente em Portugal, mais especificamente em Matosinhos, pela empresa J.P. Sá Couto. O catálogo com as diversas opções pode ser obtido aqui.

A PowerOn permitiu inclusive que eu testasse o hardware com duas versões live de Linux. Posso portanto confirmar que com o DVD do Knoppix 4.0 e com o CD do Ubuntu 5.10 o hardware do Tsunami Traveller F12D é todo reconhecido. Não tive oportunidade de fazer testes exaustivos mas não encontrei defeitos nos testes que efectuei.

Obrigado PowerOn.