Dezembro 16, 2007
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No passado dia 3 de Dezembro de 2007 (sim, eu sei, mas ando com muito trabalho…), no jornal Metro, foi publicada a notícia sobre o Kindle da Amazon. Basicamente é um “Star Trek Pad” onde se pode fazer o download de livros, e até jornais, da Internet para ler depois a partir do dispositivo. O extraordinário acerca deste dispositivo é que tem um custo de 270 Euros e esgotou em 5 horas. Daí talvez o motivo de merecer ser notícia de interesse em Portugal.
Muito antes disto, a 23 de Julho, foi noticiado no Público o OLPC. Claro que este é um assunto que nem entre os informáticos parece ter grande interesse. Apenas foi notícia, talvez, porque o projecto nasceu no MIT e, como sabem, este instituto anda de mãos dados com o plano tecnológico do governo.
Mas o que tem um assunto a ver com o outro? Muito simples. Os media nacionais conseguem noticiar estes temas, escrevendo páginas inteiras, sem nunca tocarem na palavra Linux. Linux, meus amigos, é o que está por trás destes projectos e de muitos outros. Hoje em dia, a evolução tecnológica tem avançado graças ao software livre é não às multi-nacionais. Por isso, parece-me justo dar o mérito a quem o merece.
Quando a notícia diz respeito a um produto qualquer com a palavra “Microsoft” ou “Windows”, a história é outra. “O novo produto XPTO, equipado com o sistema operativo Windows Mobile da Microsoft, bla, bla, bla, …”. A tendência é evidente. A imparcialidade não é respeitada. Informa-se omitindo. Porquê?
Medo?
A imprensa nacional, tal como a internacional, tem medo das represálias da Microsoft? Desconfio que sim!
Dezembro 2, 2005
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Este Natal decidi comprar um novo portátil para substituir o meu ASUS actual, que já soma quatro anos de idade. Como apenas utilizo o sistema operativo Linux, tive em consideração dois aspectos que considero importantes:
- A compatibilidade do hardware com o sistema operativo Linux. Comprar a última tecnologia disponível de algumas marcas pode dar maus resultados. Algumas marcas (Sony, Dell, Asus, …) simplesmente não se preocupam com mais nada que não seja o Windows. O meu ASUS actual teve de esperar um ano para ter o suporte gráfico totalmente suportado.
- A isenção do preço da licença OEM da Microsoft. Por uma questão de princípio. Se não utilizo este sistema não é justo que pague uma licença por ele.
Foi complicado! Encontrar uma empresa que vendesse portáteis sem sistema operativo (subtraindo, claro, o preço respectivo da licença OEM ao preço da máquina) foi muito complicado. Nas lojas disponíveis nos grandes centros comerciais, os funcionários que abordei nem sabiam o que era o Linux. Mais improvável ainda era venderem-me uma máquina nas condições que eu queria. Desisti. Comecei a procurar modelos em sites internacionais que vendem portáteis com o Linux pré-instalado. Através dos sites tuxmobil.org e linux.org descobri alguns interessantes. Os meus preferidos são:
www.emperorlinux.com
www.linuxcertified.com
Foi bom verificar que nestas empresas já impera o bom senso. O cliente apenas paga a licença OEM da Microsoft se quiser o portátil instalado em dual-boot (Linux+Windows). Estava mesmo a decidir-me por um destes modelos até que descobri, cá em Portugal, uma loja que começou a vender portáteis e computadores com o sistema operativo opcional. É verdade!!! Tive de me beliscar para ter a certeza que era verdade. Esta empresa é a PowerOn e está a vender uns portáteis muito engraçados da Tsunami que são montados inteiramente em Portugal, mais especificamente em Matosinhos, pela empresa J.P. Sá Couto. O catálogo com as diversas opções pode ser obtido aqui.
A PowerOn permitiu inclusive que eu testasse o hardware com duas versões live de Linux. Posso portanto confirmar que com o DVD do Knoppix 4.0 e com o CD do Ubuntu 5.10 o hardware do Tsunami Traveller F12D é todo reconhecido. Não tive oportunidade de fazer testes exaustivos mas não encontrei defeitos nos testes que efectuei.
Obrigado PowerOn.