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Linux 2008

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Mais um ano, mais um evento “Encontro Nacional sobre Tecnologia Aberta - Linux 2008″. O Sexto.

Só mesmo uma coisa destas para me arrancar da cama às 6 da manhã. Só existem três coisas que me fazem ir a Lisboa: Linux, Metallica e Pastéis de Belém. Por essa ordem.

Começo com a constatação do facto de que o Software Livre veio para ficar. Já não há retrocesso possível neste fenómeno. É uma bola de neve que está cada vez maior, e nenhuma empresa do mundo vai conseguir travar isto.

O dia de hoje foi fantástico. Isto são as minhas notas dos momentos que considerei mais importantes.

Começou com a intervenção do CEO da Mandriva, o Sr. François Bancilhon, cuja palestra focou os mercados emergentes, de onde sairá o próximo bilião de utilizadores. Este facto aliado à disseminação do Linux nos portáteis de baixo custo para educação, como o OLPC, trará o fim do monopólio do sistema da moda. Em resumo, LINDO!!!

A ESOP assinou um protocolo de colaboração com a Agência de Administração Administrativa (AMA). LINDO!!!

A Red Hat enviou o evangelista Jan Wildeboer. Não tenho palavras. Só visto. LINDO!!!

O Debate… Standards!? Interoperabilidade!? OOXML vs ODF!? O Marcos Santos da Microsoft voltou ao evento para voltar a levar na cabeça. Não lhe invejo a sorte… Não vale a pena insistir. A Microsoft tem uma filosofia simplesmente incompatível com a do software Livre. Enquanto insistirem na questão da “propriedade intelectual” nunca vão perceber e integrar, ou ser aceites, numa comunidade FOSS. E não adianta libertar código e APIs se estes não podem ser utilizadas pelos programadores de Software Livre. Até se compreende que não consigam/possam mudar, mas vão morrer assim. MAU!!! MUITO MAU!!!

Almoço! BOM!!! BOM!!!

À tarde, tivemos alguns bons momentos, nomeadamente:

  • Palestra sobre a plataforma web de alta disponibilidade da SAPO, em Open Source, claro! MUITO BOM!!!
  • SUN e MySQL. O futuro apresenta-se promissor. EXCELENTE!!!

Para mais informações ou comentários sobre este evento, podem consultar os bloggers do costume, por exemplo este e este.

Numa nota mais pessoal, não estudei a tempo toda a matéria para fazer o teste para a minha certificação LPI-101 que a DRI faculta no local do evento com 50% de desconto. :(
Vai ter de ficar para o ano…

(UPDATE) Nas notícias:

Exame Informática

OOXML vs ODF: Segundo assalto.

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No seguimento desta notícia:

Isto pode parecer que não interessa, a não ser aos técnicos, mas interessa. E muito! Desta decisão pode depender a inter-operacionalidade digital, entre sistemas, das próximas décadas.

Aqui vamos nós outra vez… round 2!!!

Canto azul:

  • Formato realmente livre,
  • aprovado ISO,
  • realmente aberto,
  • implementável e com vários exemplos (OpenOffice, Google Docs, IBM Lotus Symphony),
  • promotor de participação pública e
  • com benefícios sociais evidentes.

Canto vermelho:

  • Proposta de formato da Microsoft… é preciso dizer mais? Ok.
  • Supostamente livre mas propriedade de uma única empresa,
  • supostamente aberto mas com descrições que não estão definidas na especificação,
  • supostamente implementável mas com especificação de 600 páginas e com erros até nos exemplos,
  • implementação única no novo Office, onde mais ninguém consegue/pode ler o formato,
  • promotor da continuação do monopólio existente, gerador de lucro,
  • sem benefícios sociais para ninguém.

Não se pode culpar a Microsoft por querer a continuação do seu monopólio, mas também não podemos continuar de “olhinhos fechados” sem dizer nada. Pois não!?

Já sabiam que a comissão que decide este assunto é encabeçado pela própria Microsoft? Está bem que a empresa tem muito dinheiro, mas não existem valores a preservar?

Portugal não foi o único país a portar-se mal, mas foi um dos poucos…

Enfim…