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Ministério das finanças e SAFT-PT

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Validar o meu ficheiro SAFT-PT no sítio Web do nosso ministério das Finanças?! Boa ideia!

Uma vez que é obrigatório, acho muito bem que o estado disponibilize essa ferramenta online para que nós, contribuintes cumpridores, possamos verificar se estamos a cumprir a lei.

Vamos então aceder a http://www.dgci.min-financas.pt/apps/saft-pt/

  1. Ligar o computador,
  2. Abrir a sessão em Linux Fedora,
  3. Abrir o Firefox,
  4. Apontar para o endereço acima,
  5. E nada!!! NADA!!!

Ok. Deixa-me ver se o problema será do Firefox? Tentar novamente, mas com o Opera.

Validar SAFT-PT no website das finanças

Validar SAFT-PT no website das finanças

Ah. Bom! Estou a ver…

Eu, para ser um contribuinte responsável tenho de utilizar o Internet Explorer. É bom saber que os meus impostos são bem aplicados.

Este serviço não foi criado depois da lei de Dezembro de 2007, onde o estado se comprometia a não info-excluir os cidadãos?

Obrigadinho por nada!!!

Fontes? Só há estas…

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Esta semana uma amiga minha andava muito preocupada!

A pedido dela, instalei Linux no portátil pessoal dela, que é partilhado pelas filhas. Instalei Linux no PC de trabalho dela, que é partilhado por outros utilizadores. E nas férias comprou um eeepc, evidentemente, a versão com Linux. Instalei-lhe Foresight Mobile. Lindo, como se pode ver na imagem!

Foresight Linux - Mobile Edition

Foresight Linux - Mobile Edition

E tudo corria bem… até que uma professora desta minha amiga, utilizando a plataforma LIVRE Moodle, anexou um ficheiro como TPC (não podia escrever directamente na página Web?), primeiro num formato do Word (docx) que nem os alunos com Windows conseguiam abrir, e finalmente, depois de outras reclamações que não a da minha amiga, no formato doc da versão anterior do Word, que, dizem por aí, todos os utilizadores  de computadores têm e conseguem abrir.

Fica aqui uma pergunta. A minha amiga colocou a primeira reclamação. O facto de utilizar Linux foi discriminante? Foi necessário que outros alunos (com Windows) se queixassem para que a situação fosse resolvida? Se utilizas Linux o problema é teu?

Depois de ter instalado o OpenOffice 3.0 na maquina da minha amiga, que já consegue abrir os famosos docx, qual não foi o meu espanto quando deparo com uma única página de texto, simples, onde estão escritas 4 pequenas tarefas. Destaco apenas a que me aborreceu, e motivou este post. É a seguinte:

“Entregue o seu trabalho com a fonte ‘Times New Roman’”

Primeiro! O importante do exercício (digo eu) é comprovar que o aluno sabe utilizar um processador de texto e mudar o tipo de letra. Muito difícil e complicado, sem dúvida. Reparem que não digo “Word”, digo “processador de texto”. Era como se, para nos referirmos aos automóveis, disséssemos “Opel” ou “Fiat”. É incorrecto, pois existem outros processadores de texto.

Segundo! Esta fonte só existe no mundo Windows. Mesmo em Mac OS tem outro nome. O Linux, para poder ser distribuído LIVREMENTE, não pode conter código afectado por patentes, copyright, trademark e outras coisas do género. Portanto, em Linux não existe essa fonte. Eu sei que é possível instalar as fontes do Windows no Linux. Não é isso que está em causa. O que está em causa é um sistema de ensino que obriga os alunos a utilizar uma fonte específica de determinada plataforma, precisamente de uma  plataforma que NÃO PODEM obrigar, senão vejamos:

  • Condenados por monopólio no tribunal europeu. Será que promover ainda mais esta empresa não faz de nós cúmplices?
  • Não promovem a partilha de conhecimento. Como pode este objectivo ser compatível com um ambiente de ensino onde o conhecimento é precisamente o que se quer partilhar?
  • Não promovem a interoperacionalidade. Como podemos tolerar que ao utilizar produtos Microsoft fiquemos automaticamente impossibilitados de utilizar produtos concorrentes, mesmo que isso fosse vantajoso para os utilizadores?
  • Custa dinheiro. (Já não chegam as propinas?) Todos os pontos anteriores são importantes, mas o custo, num ambiente de ensino não pode ser desprezado, principalmente quando a factura é para o aluno.

Um professor não pode obrigar um aluno a comprar uma suite de Office quando existem várias formas gratuitas de divulgar informação digital. Um professor desconhece, e nem é obrigado a isso, a situação financeira dos agregados familiares. Existem imensas famílias que não se podem dar ao luxo de comprar software pago. Por isso, as palavras “standard”, “compatível” e “formatos abertos” têm de entrar no vocabulário dos professores. Não há desculpas! A alternativa, ou seja, incentivar os alunos a utilizar software pago de forma ilícita não pode ser moralmente nem socialmente aceite.

Se até a Microsoft, mesmo que hipocritamente, apregoa a interoperacionalidade, porque motivo pode um professor exigir uma coisa destas? Com que direito?

Tem acções da Microsoft e ganham dividendos com isso?
A Microsoft paga aos professores portugueses para darem formação nas suas tecnologias?

Não! Claro que não! Então porquê? Aceito comentários…

E, contrariamente ao que é costume por parte dos utilizadores de Windows, não é uma questão de info-excluir os utilizadores de Windows do que quer que seja. Simplesmente, o nome da fonte métrico-compatível em Linux tem um nome mais bonito: Liberation!

Este episódio levantou uma questão importante. Por ignorância dos utilizadores de Windows, os utilizadores de Linux podem ser marginalizados. Não podia permitir que a minha amiga ficasse prejudicada por este motivo. Então encontrei este post, dum utilizador que compara as fontes Liberation da Red Hat com as sua equivalentes métrico compatíveis em Windows e Mac OS. (Tomei a liberdade de utilizar as imagens. Créditos para o autor original). Comparem com os vossos próprio olhos. Eu até acho que a fonte Liberation tem melhor aspecto.

Em Windows:

Fonte Liberation em ambiente Windows

Fonte Liberation em ambiente Windows

Em Mac OS:

Liberation em ambiente Mac OS

Fonte Liberation em ambiente Mac OS

Além destas imagens, criei as duas imagens que se podem ver a seguir. Uma foi feita em Linux, com o OpenOffice 3.0 e utilizando a fonte Liberation, métrico-compatível com a ‘Times New Roman’. A outra foi feita como a professora queria, ou seja, em Windows e Word. Desafio qualquer pessoa a identificar a imagem que foi feita no Windows.

Origem secreta

Origem secreta 1

Origem secreta 2

Origem secreta 2

Que concluem? Vale a pena obrigar os alunos a subjugarem-se ao monopólio da Microsoft? Aceito Comentários?

Escolas em banda larga

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Escolas, Internet e Firefox

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Como?

O sítio web das escolas na Internet só suportam navegadores antigos?! Estranho, muito estranho…

O extra “Agent Switcher” entra novamente em acção.