nqim badge

Adeus BPI…

outros assuntos 9 Comments

Finalmente fechei a conta do BPI.

Quando abrimos a conta para a empresa, o BPI apresentava as melhores condições, provavelmente, ainda apresenta. Não foi por isso que fechei a conta!

Só muito tarde nos apercebemos, para grande desgosto, que o homebanking empresarial não funcionava em Firefox (em nenhum sistema operativo). Curiosamente, o homebanking de particulares funciona. Não terão as empresas também o direito de utilizar um navegador mais seguro?

Mal assumi a gerência, enviei uma carta de reclamação aos vários serviços competentes do BPI. Recebi um resposta animadora dizendo que até final de 2008 a situação seria resvolvida… estamos em Março de 2009 e nada…

Fechei a conta BPI e abri uma no Montepio Geral. As condições não são mais favoráveis. O homebanking do MG tem operações pagas que no BPI eram grátis. Mas é uma questão de príncipio. Até aqui se pode votar com a carteira. Além disso, compensa o custo das licenças Microsoft.

Ao fechar a conta no BPI fiz questão de deixar bem claro o motivo. Ao abrir a conta no MG fiz questão de deixar bem claro o motivo. Um sabe porque perdeu um cliente, o outro sabe porque o ganhou. Curiosamente, no BPI revelaram-me que não era o único cliente a deixa-los por este motivo… é assim mesmo!

Mais cedo ou mais tarde (em Portugal, é sempre mais tarde…) “eles” aprendem. Temos de continuar a insistir.

Novo sítio Web do DRE

outros assuntos 1 Comment

O Diário da República Electrónico tem um novo sítio web com novas funcionalidades. Muito bem. Assim é que é.

Claro que eu não sou designer, mas acho discutível a opção de colocar os logótipos das plataformas aceites, em destaque, na primeira página (ver seta vermelha). Na primeira ou noutra qualquer. Não fica bem. Sigam os standards e não se preocupem com as plataformas. Este tipo de pensamento está cada vez mais fora de moda com o advento da era em que se vai conseguir aceder à Internet através do relógio. Não existe apenas o Windows e o Mac. Já se acede à Internet com PDAs, telemóveis, consolas de jogos, etc, etc.

MAS, se vamos colocar logótipos das plataformas, então falta ali qualquer coisa ;)

Sítio do DRE

Sítio do DRE

save

2º Encontro de Software Livre na Administração Pública -Dia 2

outros assuntos 1 Comment

O segundo dia foi mais calmo e sem grandes surpresas. A ODF Alliance tomou conta do dia. Antes do intervalo da manhã tivemos uma excelente apresentação por parte do Erwin Tenhumberg do grupo de trabalho da OASIS. A seguir ao intervalo presenciamos uma coisa muito interessante. O público ao entrar na sala tinha nos lugares uma folha A4 com algum texto relativo ao ODF, uma tabela e alguns logótipos. O que o Paulo Vilela da Sun conseguiu foi fantástico. Recriaram o documento que recebemos não numa aplicação, mas em várias aplicações que suportam ODF e nas plataformas mais usuais, nomeadamente: Linux e Mac.. ah. e Windows também.
Primeiro criaram um novo documento no Symphony da IBM (outro Office) em ambiente Windows. Escreveram umas frases, gravaram e reabriram o mesmo documento no OpenOffice. Continuaram a elaboração do documento. Voltaram a gravar, colocaram o ficheiro numa caneta USB e transferiram o ficheiro para um Mac OS onde continuaram a edição do mesmo com o NeoOffice. Transferiram o ficheiro para Linux onde o editaram com o OpenOffice. Em cada passagem, o documento ia aproximando-se do resultado final. Para terminar, voltaram a transferir o ficheiro para ambiente Windows, onde o abriram com o Word. É verdade. Com o Word preparado com o plugin ODF. Até neste caso as coisas correram bem. E pronto, foi demonstrado ao vivo a inter-operacionalidade do formato ODF. Esta é a funcionalidade que se pretende entre os utilizadores. Só a Microsoft é que parece não ver isso, agarrada aos seus formatos arcaicos que insistem em atrasar o avanço tecnológico.

A manhã terminou com uma fantástica apresentação do Gustavo Homem (ESOP) que expôs alguns casos de sucesso de migrações de clientes das empresas associadas da ESOP. Foi bastante esclarecedor. Por vezes, por falta de divulgação, pensamos que as coisas não evoluem, mas aí estão as provas. O Software livre veio para ficar, o mercado apenas pode atrasar o inevitável.

A parte da tarde foi interessante. Estive a participar de um workshop sobre migração para OpenOffice. Foi muito interessante, não pelo que aprendi, mas pelos relatos que ouvi dos participantes… por exemplo, sabiam que a empresa Radio Popular, nos mais de 1000 postos de trabalho em toda a península Ibérica, utiliza OpenOffice a 100% e Linux a 70%. É realmente fantástico. E isto relatado com entusiasmo pelo director técnico da própria empresa. Não é boato.

Também foi positivo estarem presentes três elementos da Assembleia da República. A lei passou e os técnicos vêm com agrado a perspectiva da mudança. Estão a reunir competências para futuramente poderem, com sucesso, responder aos pedidos de instalação de software livre nas máquinas dos deputados do PCP e BE. Os outros gostam muito do Bill.

Aprendi neste workshop duas dicas fabulosas para lidar com a resistência dos utilizadores à mudança. Mente-se!

  1. “Dizemos aos utilizadores que o OpenOffice é a mais recente versão do Office da Microsoft” - Presidente da ANSOL
  2. “Baralha-se os utilizadores! Eles nem percebem qual é o sistema operativo em que estão a trabalhar.” - Director Técnico da Radio Popular

Esta última dica aconteceu na prática. Os técnicos da Radio Popular colocaram o Windows o mais parecido possível com o ambiente Linux, o Linux o mais parecido com o ambiente Windows e fizeram o “deployment” simultâneo das duas imagens. Curiosamente, ao fim de algum tempo, os funcionários que estavam a utilizar a imagem Windows começaram a reclamar que a máquina do colega do lado era mais rápida e não “crashava” três vezes por dia, como a deles. Exigiam uma máquina igual.

E foram estas as minhas impressões do encontro deste ano. É agradável ver que as coisas estão a melhorar em cada ano. O software livre, cada ano que passa, melhora a sua imagem e depois do exemplo (que ainda está para vir) da Assembleia da República não vai demorar muito tempo para que o mundo empresarial desperte para esta realidade.

« Previous Entries